Fazer o bem faz bem

O ser humano é essencialmente altruísta ou egoísta?

Essa polêmica é antiga e parece que ainda não chegou a um consenso. No entanto, existe um outro lado da questão que merece atenção: a hipótese de que fazer o bem para o outro faz bem para si mesmo.

Estudos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, revelam o aumento significativo nos índices de felicidade, medidos por uma escala comportamental específica, em voluntários que realizaram pelo menos 5 atos benevolentes por semana sem esperar nada em troca. Mesmo pequenas ações não só implicaram em melhorias nos índices imediatamente após o ato, bem como na perpetuação do impacto por um longo período de tempo.

Outro estudo, ainda mais surpreendente, revela que fazer atos de bondade por outro ser humano em comparação com fazer atos em prol de si mesmo ou de uma forma generalizada para o mundo, aumenta a resistência imunológica. Nesse caso, o direcionamento para o outro de forma específica e não para o conjunto da humanidade, revela resultados mais efetivos de bem-estar.

Os estudos apresentados confirmam que ações de generosidade frequentes contribuem para o bem-estar imunológico e psicológico do indivíduo   autor da prática, independente dos resultados obtidos pelo beneficiário.

Então para ser mais feliz, que tal se preocupar com a felicidade do outro?

Pense em se dedicar a algum projeto de voluntariado ou então estabeleça ações de altruísmo aleatório durante, pelo menos 5 dias por semana.

São infinitas possibilidades de altruísmo aleatório: doações; conversar com idosos solitários; mensagens de recuperação para enfermos; orações para pessoas em dificuldades; proteger animais abandonados; cuidar do meio ambiente, etc.

Além disso, você também pode participar de um projeto estruturado de voluntariado em prol de alguma causa com a qual você se identifique, mais uma vez, são muitas possibilidades de atuação, desde a paróquia do bairro até organizações internacionais com impacto global.

O altruísmo, além de melhorar a química cerebral do bem-estar, também fortalece a sua autoimagem, reforçando internamente o poder de transformação inerente ao ser humano, mas, muitas vezes, esquecido. Assim, você se apropria do seu poder interior quando é capaz de doar. Para dar é preciso ter. E acredite, mesmo um completo desvalido, tem algo para doar.

Qual ato de bondade você pode fazer hoje?

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