A jornada da evolução da consciência

Certamente você já ouviu a respeito da fascinante teoria de Darwin sobre a evolução das espécies na natureza, mas talvez desconheça a tradição esotérica sobre a evolução da consciência, que será apresentada a seguir.

Os quatro reinos da natureza: mineral; vegetal; animal e humano, constituem campos de experiência para a Alma, que por meio de um longo processo evolutivo, desenvolve a consciência em cada um desses planos.

Desse modo, a Alma, que hoje habita um corpo humano, em algum ponto remoto do passado, já se revestiu de um corpo mineral, apropriando-se da experiência da matéria sólida, mas sem energia vital. Cumprida a jornada evolutiva como pedra, a consciência passa a revestir-se de um corpo mais sutil, ainda com pouca mobilidade pela necessidade de manter raízes, mas que exala vida por meio de aromas, cores e sensibilidade.

Na etapa de desenvolvimento vegetal, a Alma apropria-se da experiência de revestir-se também de um corpo emocional. A consciência adquirida como mineral não desaparece, permanecendo integrada a esta nova etapa de aprendizado. Uma vez que o corpo emocional se encontrar plenamente desenvolvido, a consciência está apta a dar mais um passo evolutivo no reino animal. Desta vez, com maior mobilidade.

O reino animal é o campo para a Alma exercitar as emoções enquanto instinto e desenvolver o corpo mental, que será integrado na experiência humana por meio do exercício da razão.

A humanidade consolidou a experiência dos outros reinos, sendo dotada de razão, emoção, vitalidade e matéria. Não por acaso, em muitas tradições esotéricas é comum encontrar referência aos quatros elementos, como na Astrologia ou no Tarot.

Se hoje somos humanos, mas um dia já fomos pedra, qual será a próxima experiência que nos aguarda para o futuro? A humanidade é o ápice evolutivo da consciência?

Não, ainda segundo as tradições esotéricas, nos aguarda um novo campo para desenvolvimento de uma consciência supra-humana, o quinto elemento. Nesse estágio, a humanidade terá integrado a experiência da razão pura e se encontrará apta para exercer a justiça e a fraternidade.

Assim, se por ventura você se sentir decepcionado com a humanidade em virtude de continuadas demonstrações de egoísmo e até barbárie, lembre-se que vivemos um processo evolutivo da consciência e que ainda não atingimos a plenitude do que nos diferencia como humanos dos animais. Porém, recubra-se de esperança mais uma vez, pois estamos a caminho.

Para saber mais, leia: O Enigma da Vida, de Annie Besant.

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