Empreendedorismo e Magia

Conhecer a biografia dos grandes empreendedores do sistema capitalista, especialmente aqueles que começaram do zero e, mais do que acumular dinheiro, criaram soluções para a humanidade, pode ser fascinante, quando se adota um prisma que supera as idiossincrasias e se concentra na trajetória das suas vidas.

Muitas vezes, o empreendedor reproduz uma trajetória conhecida como a jornada do herói, que na abordagem da psicologia de Jung, apresenta determinados padrões de superação e conquista.

No entanto, existe outra figura arquetípica relacionada ao empreendedor: o mago, um ser que é capaz de criar a sua própria realidade, transformando elementos obscuros em luz.

O mago, nesse sentido, transcende a etapa da prestidigitação que desaparece com objetos ou tira coelhos da cartola, iludindo os cinco sentidos da plateia com operações rápidas e surpreendentes. Não, que o mago empreendedor não empregue essas artimanhas, especialmente em campanhas de marketing, contudo a sua trajetória vai além desse estágio.

No baralho do Tarot, a carta do mago remete a um ser capaz de criar a sua realidade, transformando elementos, muitas vezes, obscuros em luz.

É o alquimista medieval que buscava transformar ama substância vil em ouro, o mais nobre dos metais e sinônimo de prosperidade. Até os excrementos eram considerados como matéria-prima para essa transformação. Embora não se encontre evidências científicas da efetividade desse processo alquímico, a natureza demonstra que o adubo é fundamental para fertilizar a terra e gerar vida.

Tudo que é obscuro na vida ou mesmo em nós, pode ser uma oportunidade de criar e transformar. É essa a magia do empreendedor. Uma das primeiras etapas da criação de um negócio, por exemplo, é a identificação de um nicho de mercado.

O empreendedor procura um ponto obscuro no mercado, no sentido de inexplorado ainda ou algo que não está bem iluminado. Ao identificar essa região sombria e oferecer um serviço ou produto, o empreendedor transforma aquela realidade.

Em cada empreendedor, desde o pipoqueiro ao empresário, encontraremos um aprendiz de mago. Entretanto, ressalta-se que a transformação por ele criada pode ser um serviço para a humanidade, contribuindo para o bem-estar coletivo, ou então, servir a interesses mesquinhos. Existem magos negros e brancos. Será que ocorre o mesmo com os empreendedores? Vale a reflexão.

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