Feliz Ano Velho

Perdoe o passado para ser feliz no futuro

O ano novo se aproxima e renasce a esperança, um sentimento de que podemos virar a página e seguir rumos promissores, encerrando um ciclo definitivamente. Parece que agora só o futuro importa. É tempo de refazer planos e traçar metas, deixando o passado para trás.

No entanto, os acontecimentos deixam marcas emocionais, que somente serão superadas com o cuidado adequado, assim como ocorre no processo de cicatrização de ferimentos.

Por essa razão, é importante, além de traçar planos, revisar o passado e cuidar das eventuais feridas emocionais, para não levá-las adiante. Caso contrário, as emoções negativas do passado, ocuparão o campo de energia áurica, sem sobrar espaço para o novo.

Então, para um feliz ano novo, é fundamental reconstruir a felicidade do ano velho. Sim, você não pode mudar os fatos passados, mas o perdão possibilita transformar as emoções associadas a ele.

Perdoar não é esquecer ou ser indulgente. É ressignificar os erros e as injúrias no sentido de transformar o sofrimento em aprendizado.

Somos seres espirituais que compartilham a divindade com um ego mortal. Enquanto divinos, nenhum mal ou sofrimento pode nos atingir. A dor e injustiça são percepções do ego, que além de temer pela sua sobrevivência, é incapaz de perceber a unidade de todas as coisas, vibrando no padrão de julgamento e escassez.

Diante dessas limitações, resta ao ego assumir a posição de vítima, creditando o seu sofrimento a um culpado externo para ser julgado, condenado e jamais perdoado.

No entanto, à medida que progredimos em nosso despertar espiritual, perdoar é essencial para a leveza da alma. Trata-se, como quase tudo, de um aprendizado que não se aplica somente a acontecimentos trágicos, mas também em situações cotidianas.

Um momento propício para praticar o exercício do perdão é justamente o período de festas, quando se encerra um ciclo e se inicia outro.

O exercício é simples e requer apenas papel e caneta, mas bloco de notas digital, também serve. Escolha um lugar calmo no qual você não será interrompido.

Ouça uma música relaxante, feche os olhos e se imagine dentro de uma bolha de luz branca. Sinta seu coração se expandir, emanando uma luz dourada como os raios do sol. Respire profundamente e mentalize a imagem da pessoa que você mais ama. Conecte-se com os bons sentimentos que você nutre por ela e deseje que ela encontre a felicidade.

Depois imagine que você deseja o mesmo para todos os habitantes da sua cidade, do seu país e, finalmente, do mundo. Sinta-se abençoando a todos, que lhe retribuem com o mais puro amor.

Agora escreva as situações nas quais você não obteve o sucesso desejado durante o ano que se finda. Depois, imagine a situação como se fosse um filme passando na sua cabeça. Ao mesmo tempo, você é o ator que está na tela e o espectador. Abençoe a si mesmo na tela, enviando energia amorosa e mentalizando a frase:

“Em nome da Força Divina que habita meu coração, me concedo a dádiva de perdoar os meus eventuais erros, bem como, aprender com eles para servir ao Bem Maior.”

Depois faça uma lista das pessoas a serem perdoadas por você. Analise cada caso com cuidado e verifique quais nomes você estaria pronto para pedir desculpas pessoalmente ou por escrito. Não imponha nada a si mesmo, deixe fluir e percorra a lista até detectar um nome com o qual você se sentiria à vontade para praticar o perdão formalmente, de forma simples e honesta. Diga palavras que demonstrem apreciação verdadeira pelo outro, se desculpe e agradeça pela oportunidade de poder fazer isso.

Para os outros nomes da lista, apenas mentalize a situação do diálogo ou imagine que enviou uma carta pedindo desculpas. Se, você não se sentir pronto para contatar nenhuma das pessoas listadas, não o faça. A visualização é suficiente para proporcionar o sentimento de leveza e libertação necessários para começar um ano novo e feliz, sem guardar mágoas passadas.

Perdoar é se conectar com o nosso Eu Maior, a parte divina em nós. Somos luz e o perdão é uma forma de iluminar o mundo e a si mesmo.

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